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# Você Faz o que Realmente Ama? # Não Passei na OAB e agora?

Para mim, o começo do blog é o início de uma jornada que estava planejada a muito tempo.


Não há maneira melhor de começar do que falar sobre o que você realmente quer da vida.

Apresento-me à vocês no primeiro post.
Prazer, pode me chamar de Ray.

O título do blog e do post, soa tão óbvio a princípio, mas engloba tanta coisa que é difícil definir em poucas linhas.

A definição do título sim, é claro, é baseado no fato de eu ter feito a prova do OAB e não ter passado.

Mas a questão mais importante é entender quem eu era e o meu futuro.
Enquanto eu estava na faculdade de Direito, pouco mais da metade de concluir o meu curso, percebi que não era esse o meu objetivo, não era o que eu queria para o resto da minha vida.

Não era virar advogada ( muito embora sempre tenha gostado de debates e defesas )
Não era de ser servidora pública ( muito embora seja mais tentador ter estabilidade do que incertezas )
Não era ser o que meus pais achavam o que era melhor para mim ( embora pensem que é o certo )

Mas também não sabia o que queria de verdade, logo, por praticamente 2 anos, fui me arrastando para concluir a faculdade porque seria inaceitável largar um curso desses, onde estaria meu nível superior quando o precisasse para um emprego ou assumir um cargo?

O problema nisso tudo, é que foram os 2 anos mais tristes da minha vida - enquanto outros problemas rolavam ao mesmo tempo - não é que eu os tenha feito "nas coxas", não, eu concluí muito bem o curso. Sempre gostei de estudar, então não era um problema. Mas a verdade era encarar o fato de ter que levantar todos os dias, me lembrando durante 2 anos que eu estava empenhando tempo, dinheiro e energia em uma coisa que eu não gostava, não queria e não via futuro em fazer, simplesmente para satisfazer meus pais (que mudaram de cidade para que tivéssemos oportunidade de crescer) e para satisfazer uma parte de mim que acreditava que era possível fazer algo menos prazeroso em menos tempo (claro, que não era eu quem pagava meus estudos, se fosse, teria escolhido outra coisa).

Para ser advogada, é preciso ter paixão.
Paixão pelo o que faz, porque vai ser preciso MUITO estudo.
Não estou considerando a hipótese de ser uma advogada mediana, mas a melhor que eu pudesse ser, e a paixão necessária para isso, eu não tinha. Eu achava que tinha, mas estava errada.
Até a metade do curso eu adorava a faculdade, tarde porém percebi que era porque estava envolvida em Biodireito, Psicologia Criminal, Medicina Legal, Sociologia.
Matérias que mais tinham a ver com outros assuntos do que propriamente o Direito em si.

Para estudar para um concurso e conseguir um cargo público, é preciso no mínimo suportar a matéria dos estudos. Eu não conseguia, sempre que me sentava para estudar, me vinha à cabeça a imagem de estar presa entre amontoados de processos, carpetes empoeirados, ares-condicionados cheios de ácaros, colegas folgados e incompetentes que entraram por indicação e uma vida completamente vazia. Acomodada na estabilidade de um salário, que claro, nunca faltaria (a não ser que a União quebrasse), batendo carimbos, aguentando picuinhas, fazendo trabalhos braçais e sem sonhos, sem paixões, sem estímulo do novo, sem Vida.
(Estagiei e vivenciei por anos o serviço público, a imagem não é a das melhores)

Pois bem, antes de concluir o curso, fui fazer a fadada prova da OAB.
Para não jogar oportunidade e investimento fora, fiz.
Estava estudando para concursos na época, não consegui focar na matéria do edital da prova.

                                                             Não Passei na OAB. 
Então, fui fazer o que amava.

Ali estipulou-se o marco da minha vida.
Estava aliviada por não ter passado, me batia o desespero imaginar ter que me desdobrar em 5 para fazer uma defesa, não deixar nenhuma brecha, ser responsável por grande parte da vida de alguém e por não amar o que fazia, deixar decisões em tribunais serem injustas para com o meu cliente em razão da minha falta de amor ao que fazia.

Esse amor à outras coisas que eu tinha, estava enraizado em mim mas em outros ramos.
Eu queria fazer a diferença, revolucionar hábitos, buscar a felicidade em tudo que eu fazia, proporcionar isso à outras pessoas. Amar o que quisesse fazer, utilizar meios, formas e tecnologia para alcançar isso e além de tudo: Botar o Coração em Tudo o que eu Fizesse.

Muito tempo depois disso, entre choros, dúvidas, cursos preparatórios e outros motivos mais, alguns meses atrás, procurando me entender melhor, me deparei com um termo para a minha geração: Geração Y, também conhecidos como Millennials.

Descobri ali, que não sou somente eu que preciso urgentemente de respostas para as dúvidas, claro que não era pretensiosa em achar que só eu passava por isso, mas a angústia me corroía e saber que na verdade esse ímpeto de querer crescer, evoluir e buscar resultados não era algo ruim, mas que era algo intrínseco do meu próprio ser, me deixou maravilhada.
Pude me descobrir como pessoa, como ser humano ao me fazer a pergunta certa.

Vi que na vida, às vezes, nós precisamos apenas descobrir qual a pergunta certa para a resposta que você procura.

Inspirados em um vídeo no YouTube, que sinceramente, faz qualquer um com bom senso, parar, respirar e pensar, nós conseguimos definir (ou ao menos dar os primeiros passos) um pedaço de nós mesmos.

Sem mais delongas, a resposta do porque Não Passei na OAB.

Responda a mesma pergunta que me fiz:  Você Faz o que Realmente Ama?

Hoje.
Neste exato momento?


Um conselho para aproveitar o vídeo:
Não deixem que te interrompam, aumente a tela e o som e assista :)



Eu espero que vocês realmente busquem e estejam fazendo o que Realmente Amam.
Desejo a todos, 
um ótimo começo do resto de nossas vidas!

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