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Insurgente nos Cinemas - A Série Divergente - Pré-Estreia - Resenha

De prender o fôlego.

Se você viu a Resenha Express que deixei no instagram aqui:


provavelmente ficou louco pra ver o filme Insurgente, da série Divergente, que estreou ontem nos cinemas de todo Brasil.
/* assisti no dia 18, mas  o post só saiu hoje porque seria injusto não caprichar na resenha ;) */

Para começar, devo dizer que amo pré-estreias. 
Sou cinéfila desde de que me entendo por gente e qualquer dia ou horário é perfeito para mim, mas pré-estreias tem uma magia à mais. Desde Harry Potter, O Senhor dos Aneis, Jogos Vorazes e filmes de grande bilheteria da última década, a febre de pré-estreias começou a ser maior nos principais cinemas. Em cinemas sem lugar marcado as filas começam horas antes, ir ao cinema se torna um evento de família e amigos que envolve uma atmosfera que só quem vai em pré-estreia entende.

Eu particularmente estava um tanto quanto ansiosa pelo filme, nota-se pelos posts que fiz antes que você pode abrir em outra janela, nas imagens abaixo :)

5 - Sobre o trailer do Insurgente :) ( com o trailer, claro! )

Por isso, se você também estava ansioso, vem comigo na Resenha!

A SÉRIE: DIVERGENTE

Confissão primeira: 
Só vi o Divergente em casa, liberado na rede Play da Net, na rede Telecine.
Não fui ao cinema quando lançaram por falta de grana mesmo na época.
Depois que assisti, fiquei arrependida de não ter me preparado antes. 
( Arrependimento igualmente proporcional ao Capitão América : Soldado Invernal .-. Ahhh como queria ter visto na telona. #respira #esquece #segue) 

De toda forma: Amei o filme.
Em cinema ou tv, não tem como não se envolver na história.


A PRÉ-ESTREIA

Dia 18 de Março de 2015 às 22h.
Cadeiras marcadas, cinema lotado, filme em 3D.

Fiquei um tanto desanimada com a entrada porque não tinha aquela coisa "Uau vamos ver a pré de Insurgente". O filme não foi tão bem divulgado como merecia. Fato.
Esse tipo de série, é um tipo que precisa de divulgação igual Harry e Jogos Vorazes, de tão boa que é.
Relevando o fato de que era uma quinta-feira de noite, reconsiderei. Só fiquei com pena de quem não poderia curtir a pré também.

Nem precisou de muito tempo para esquecer isso, uma vez com os óculos no rosto, bastou aparecer a logo da Paris, que a sala ficou naquela ansiedade e alvoroço, logo seguido de silêncio imediato quando começou o filme.

O FILME



Simplesmente demais!
Não li os livros ainda, e como não queria interferir o julgamento do filme comparando com o livro, não li nenhum deles pois estava muito perto da estreia, eu acabaria lembrando dos detalhes e inconscientemente fazendo comparações talvez injustas com uma adaptação.

O filme tem 2 horas de duração com ação do começo ao fim. 
Pontuado por momentos importantes da trama, não se passam 5 minutos de calmaria para que tenha alguma parte tensa logo em seguida. Adoro isso!

Isso mostra que a o filme não precisa ser uma coisa só: monótono ou com apenas explosões para que te prenda a atenção. É possível sim, fazer um filme - mesmo que adaptado - que tenha história, ação, romance e drama.



Durante todo o filme, conseguimos ver como cada personagem se desenrola nas partes mais difíceis relacionados à eles e ao conjunto, no momento mais crítico. Não teve nenhuma única personagem que desapontou nessa história.


O filme começa exatamente onde o primeiro nos deixou, logo após Tris e Quatro interferirem nos planos de Jeanine, que inicia uma caça aos Divergentes.
Adorei porque dessa forma mantiveram o sentimento de urgência da resolução do conflito que já nos insere automaticamente na trama.



O primeiro impacto e mais notável logo de início é a mudança de Tris. Em Divergente, ela é deixada assustada, traumatizada e em um estado que qualquer pessoa entraria em depressão profunda com tudo que aconteceu. Logo em Insurgente, vemos que ao invés de cair em um buraco sem fundo, ela transforma tudo que sente, em raiva.



Mesmo que ela diga que na verdade não é forte e quer que todo mundo a veja assim, é bacana ver a evolução da personagem em assumir algo que não é e lutar para ser.


Toda a raiva que sente é direcionada à lutar em favor da causa dos Divergentes e de derrubar o sistema criado por Jeanine. Tris encontra força em cada momento para enfrentar o que vier, com alto teor de adrenalina e explosão.



O coitado do Quatro que acaba por ser levado junto haha. Mas não pense que ele não corresponde, ele mais racional, tenta mostrá-la que é preciso paciência e calma para ser objetivo e ver claramente qual deve ser o próximo passo em cada movimento que fazem em busca de concluir um plano.

E exatamente em relação à essa mudança de sensação de alvo e vítima que lhe é imposta, ao estado de força e proatividade que passa a ter, que fiquei um pouco chateada de no filme, darem menos de 2 minutos para mostrar o que refletia para ela o cabelo comprido.

Basicamente a cena do trailer, que é esta aqui ao lado, foi o que apareceu relacionando o que significava para ela, aparentar ser mais da Abnegação para o que se tornou.

Ficou um pouco a desejar a cena de 30 segundos em si, porém, como o filme é pautado na mudança dela e de como ela começa a agir, respeito e entendo que em um filme de 2 horas, não se poderia estender uma cena de corte de cabelo para explicar sua mudança.

Poderia ter sido melhor trabalhada? Poderia.
Isso fez com que o filme ficasse ruim? Não.

Perdeu o sentido ou a intenção final sobre sua transformação? Também não.
Compreendo que isso possa ter acontecido para não deixar o clima morno, totalmente o contrário da proposta que queriam para essa sequência maravilhosa.
Então ok? Ok :)
Continuando...

Uma de suas preocupações, além da de se sentir culpada por tudo que aconteceu é com Caleb, e esse amor fraternal que tem sobre ele, com o jeito de "ele é minha responsabilidade" a põe em xeque com as decisões que precisa tomar.

E é aqui que vemos Caleb.
Eu assisti A Culpa é das Estrelas com os mesmos atores: a Shailene Woodley ( Tris )  e o Ansel Elgort ( Caleb ) e devo dizer, a atriz é ótima, mas o Ansel, caramba, teve horas no filme que tive que me conter da raiva. Ele fez tão bem o papel do Augustus em A Culpa é das Estrelas, que tive que ficar me lembrando que em Divergente e Insurgente, ele é o irmão e não o namorado. Por fim, ele é tão bom ator, que tinha momentos que eu queria gritar com a tela: "Para de ser frouxo! Ajuda ela! Pelo Amor de Deus cara, faz alguma coisa! Ahhhhh seu pamonha!!" #fiqueitensa

Sério.
O cara é bom, porque sinceramente, o Caleb é totalmente diferente do Augustus Waters.
Se você não dava uma chance para o ator, essa é a hora de perceber que grandes nomes estão despontando no mundo do cinema e podemos esperar grandes atuações.

Caleb sofre bastante com as mudanças em torno do que ele acredita. Foi criado com base em um tipo de pensamento da Abnegação, foi designado e escolheu a Erudição e percebe-se que ele tenta desesperadamente se encaixar no que acha mais justo, mesmo que vá contra muito do que acredita. Algumas vezes parece ser apenas uma auto-preservação, afinal, sacrifícios em prol "do bem da humanidade" é muito mais fácil quando você não é o alvo, não é mesmo? Porém, acho que essa é a grande sacada da sua personagem como Caleb.



Kate Winslet, que faz o papel da dominadora Jeanine, está espetacular. Principalmente se você comparar com o seu papel de Rose em Titanic, papel que a perseguiu por anos.

A personagem Jeanine, aparece mais desafiadora, objetiva, calculista e com um ideal para a humanidade que jamais abrirá mão, o que deixa o filme muito mais tenso!

Assistindo pela segunda vez, pude perceber mais o lado de que ela realmente busca uma solução para o conflito dentro dos muros da cidade. Jeanine acredita com todas as forças no sistema de facções, e que esse sistema deve ser puro. Baseado na história do nosso mundo e fazendo comparações com grandes líderes, a reação é na verdade bem simples: o ser humano tem medo do diferente.

Medo do diferente, medo da mudança. Depois que se adapta, sente uma dificuldade enorme em aceitar que aquela sua realidade não é a verdadeira, ou a melhor para o mundo. Transpareceu-me pela atuação de Kate, que Jeanine realmente acreditava que o problema eram os Divergentes. Aqueles que não se encaixavam em apenas um rótulo, que iam contra regras impostas e se saíam melhores do que os demais, eram uma ameaça. Uma ameça que deveria ser erradicada a qualquer custo.

Os vilões geralmente tem seus propósitos focados em um ideal.
Mesmos os loucos, como o Coringa do Batman, também tem seu ideal, mesmo que seu objetivo seja o de simplesmente não fazer sentido algum.
O ideal de Jeanine para a humanidade é de que tudo só funciona se houver uma cadeia hierárquica, e só assim todos serão felizes e viverão em perfeita harmonia. Tempos difíceis pedem medidas desesperadas? É o que conta a história e como as pessoas que criam caos justificam suas ações.

Nem há do que se falar de Theo James e sua interpretação como Quatro.

Podemos ver nessa sequência, um lado mais humano e romântico do relacionamento dos dois. A capacidade de entender e aceitar os erros um do outro, se apoiar em suas decisões e arcar com as consequências de atos tomados juntos, os faz se aproximar mais, nos mostrando que apesar de ser difícil, é possível abrir mão do que se é para se aceitar e aceitar o outro.
Isso nos faz gostar ainda mais desse casal.

Parece que as fãs já sabiam que Quatro seria um cara super interessante e totalmente esperado na tela. Principalmente quando suas tatuagens aparecem ( diga-se de passagem que o cinema foi à loucura no meio do filme, por um grito puxado por um cara quando o Quatro tirou a camisa #ui ).

À parte disso, vemos o quanto suas experiências foram importantes para torná-lo o homem que é, e como o seu passado o ajudou a construir uma personalidade forte em busca do equilíbrio das características de cada facção.

Em Insurgente podemos ver um pouco além daquela aparência de quem sabe o que quer e de que não possui falhas ou medos. Conhecemos um pouco mais sobre o passado e passamos a ter mais ligação com Quatro. Seu personagem se desenrola mais facilmente em meio ao caos e quando é preciso que se faça o certo. Parece que a personagem caiu como uma luva para ele.

Nesta segunda fase da série, vemos mais sobre cada facção, saindo um pouco do ambiente de adaptação do que é entrar nesse mundo dividido e começar a ver um ambiente mais abrangente.


A facção da franqueza, que antes não teve foco no primeiro filme é apresentado para nós como uma parte importante e bem estruturada. Com suas ordens bem definidas e hierarquia bem estruturada, é um tipo de facção que se organiza em sua forma peculiar de lidar com os problemas sociais.

Daniel Dae Kim, aparece impecável como o responsável pela facção da Franqueza.
Em sua atuação, percebemos que a Franqueza também vem entrelaçada ao amor e à compreensão.

São tantos bons personagens, atores e atrizes que fica difícil falar especificamente de cada um deles, principalmente sem comentar o enredo.

A trama te prende tanto na ação, que você vê momentos que a sala inteira grita "ohh", "nossa", "cuidado", "nãaaaao". haha perfeito. Adoro a interação do público com o filme :D



Ponto que não gostei:

A parte ruim às vezes da pré-estreia é que você pode correr o risco de ver filmes com pessoas mais sem noção.
Estava lá, uma conversa super tensa entre Tris e Caleb, e o diretor brilhantemente quis deixar a cena mais realista e não mexeu no cabelo da Tris, que estava deitada com a mão no cabelo e se levantou para falar com o irmão. O cabelo estava um pouco pra cima e começaram a rir.

Sério gente?
Papo sério ali, tenso, importante, essencial na trama e vão rir do cabelo dela? ¬¬
Foi mais ou menos a sensação de quando fui ver Interestelar ( filme TOP ) *alerta de spoiler * e quando o personagem do Matthew McConaughey está quase morrendo de frio, começam a rir porque parece que ele tá gemendo. #aiminhapaciencia

O cara está no buraco negro - literalmente - morrendo, não tem nem trilha sonora na cena, para deixar só por conta da atuação dele e deixar realista o momento, e o povo começa a rir e imitar. #falaserio

Isso pode acontecer, mas é público não é mesmo? O problema são as pessoas, não o filme.

Sobre a trama, houve momentos que não estranhei um pouco, um ponto aqui em uma montagem de uma agulhada no pescoço que ficou bem falsa, e um outro ponto ali de um choro que parecia riso. Só.

Acho que devido a história e o desenvolvimento do enredo, 2 horas foram o ideais para entreter quem não leu os livros e foi o suficiente para desenrolar a trama sem parecer que precisaram de edições corridas para caber no tempo de filme #50tonsdecinza_queodiga

Algumas críticas construtivas serão feitas por ali, alguns super-conservadores-leitores-ávidos em adaptações cinematográficas irão dizer que foi ruim. 

Como não li, não tenho material para comparar, mas como filme, achei 100% entretenimento.
Vale sim, o ingresso do fim de semana :)

Eu considero sempre uma boa ideia quando cenas são feitas nos filmes que servem para acrescentar na história ou até alguns cortes para se adaptar ao cinema, então, se você curte ação, simples assim: vai curtir demais Insurgente, tanto quanto ou mais que Divergente.


Este aqui foi o mini pôster que ganhei comprando o ingresso antecipadamente. Achei super bacana, queria completar uma coleção, ao menos com o do 4, mas não encontrei nos cinemas por aqui...

Se você gostou da resenha, não gostou, concordou, discordou, quer acrescentar ou só papear, comente ai e deixe seu espaço para visitar também!

Deixe sua impressão da resenha e do filme e seja sempre bem vindo! :)


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